O que é oferta?

março 19, 2012 1 comentário

A oferta examina o comportamento dos vendedores.

A curva da oferta é um gráfico da relação entre o preço de um bem e a quantidade ofertada.

É definida como quantidade ofertada a quantidade de um bem que os vendedores estão dispostos e aptos a vender.

A lei geral da oferta é a a afirmação que, com tudo o mais mantido constante, a quantidade ofertada de um bem aumenta quando seu preço aumenta.

A relação entre o preço de um bem e a quantidade ofertada é chamado de escala de oferta.

A oferta é expressada por uma curva, os quais suas extremidades chegam muito próximas dos eixos mas não chegam a tocar. Para facilitar os estudos, representamos a oferta como reta, tratando-a como oferta linear.

Existem diversos fatores que podem deslocar a curva da oferta, as mais importantes são: preço dos insumos, tecnologia, expectativas, número de vendedores. Vamos estudar apenas duas delas:

Preço dos Insumos

Quando aumenta o preço de algum insumo, ou seja, um bem ou serviço utilizado na produção de outro, reduz a margem de lucro do vendedor, fazendo com que ele reduza a oferta daquele bem. Caso o preço de insumo reduza, isso vai aumentar a oferta do bem, devido ao aumento na margem.

Tecnologia

A tecnologia utilizada na produção de um bem reduz a quantidade de trabalho e reduz os custos de produção, aumentando a oferta do bem. Não há redução de tecnologia, mas essa redução pode ser representada quando a tecnologia de produção de um bem se torna obsoleta em relação aos seus concorrentes.

Oferta Linear

A oferta é a quantidade ofertada em função do preço, então podemos expressá-la prela função:

Qs = f(p)

A função linear é y = ax + b, dessa forma podemos transformar a quantidade ofertada em:

Qs = b + ap

Sendo Qd a quantidade demandada e p o preço.

O preço (ap) representa o coeficiente de angulação da reta, ele é positivo pois a reta da oferta é crescente.

O b é a constante, ela é o ponto onde a reta da oferta cruza o eixo da quantidade (quando o preço é igual a zero)

Para calcular o ponto onde a reta da oferta cruza o eixo do preço, basta dividir b por a (quando quantidade demandada é igual a zero)

Exemplo:

Qs = 16 + 4p

0 = 16 + 4p

p = 16 / 4

p = 4

Bibliografia

MANKIW, N. Gregory. Introdução a Economia. 5ª Edição. 2009, Cenage Learning.

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O que é demanda?

março 18, 2012 Deixe um comentário

Demanda refere-se ao comportamento das pessoas à medida que interagem entre si em mercados competitivos.

A quantidade demandada como a quantidade de um bem que os compradores desejam e podem comprar.

A definição da lei geral de demanda é que, com tudo o mais mantido constante, a quantidade demandada de um bem diminui quando o preço dele aumenta

A escala de demanda é relação entre o preço de um bem e sua quantidade demandada, mantidas constantes as demais coisas que influenciam a quantidade do bem que consumidores desejam comprar.

Gráfico de Demanda

A demanda é expressada por uma curva, os quais suas extremidades chegam muito próximas dos eixos mas não chegam a tocar. Para facilitar os estudos, representamos a demanda como reta, tratando-a como demanda linear.

Existem diversos fatores que podem deslocar a curva da demanda, as mais importantes são: renda, preços dos bens relacionados, gastos, expectativas, número de compradores. Vamos estudar apenas duas delas:

Renda

Se a renda é reduzida, a tendência é que também reduza a demanda por determinado bem, da mesma forma que se a renda é aumentar a tendência é que aumente a demanda por determinado bem. Porém essa regra é válida para bens normais.

Para bens inferiores, a regra é o inverso, quanto maior o aumento da renda, menor seria sua demanda, e quanto menor a renda maior seria sua demanda. Os bens inferiores são aqueles que você só consome porque não tem poder aquisitivo para consumir outro produto melhor.

Preços dos Bens Relacionados

Existem dois tipos de bens relacionados, os bens substitutos e os bens complementares.

Os bens substitutos são aqueles que podem ser trocados por outro, por exemplo, cachorro quente e hamburguer. Quando aumenta o preço de um, aumenta a demanda pelo outro.

Já os bens complementares são aqueles que frequentemente são usados em conjunto com outros, por exemplo, café e açúcar. Então quando há um aumento no preço de um bem, reduzirá a demanda pelo outro.

Demanda Linear

A demanda é a quantidade demandada em função do preço, então podemos expressá-la prela função:

Qd = f(p)

A função linear é y = ax + b, dessa forma podemos transformar a quantidade demandada em:

Qd = b – ap

Sendo Qd a quantidade demandada e p o preço.

O preço (-ap) representa o coeficiente de angulação da reta, ele é negativo pois a reta da demanda é decrescente.

O b é a constante, ela é o ponto onde a reta da demanda cruza o eixo da quantidade (quando o preço é igual a zero)

Para calcular o ponto onde a reta da demanda cruza o eixo do preço, basta dividir b por a (quando quantidade demandada é igual a zero)

Exemplo:

Qd =  100 – 5p

0 = 100 – 5p

p = 100 / 5

p = 25

Com isso já conseguimos fazer o desenho, da reta:

Exemplo de Demanda

 

Bibliografia

MANKIW, N. Gregory. Introdução a Economia. 5ª Edição. 2009, Cenage Learning.

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Dez Princípios de Economia

março 18, 2012 Deixe um comentário

Um dos autores mais conhecidos da área de economia é o N. Gregory Mankiw, em um de seus livros, Introdução a Economia, ele descreve dez princípios de economia. Vou comentar cada um deles.

1) As pessoas enfrentam tradeoffs

Nada em nossa vida é de graça, para conseguir alguma coisa é necessário dar outra em troca. A tomada de decisão que nos exige escolher um objetivo em detrimento de outro é denominada tradeoff.
Todos os dias nos deparamos com situações as quais temos que tomar decisões, abrindo mão de algo para obter outra coisa. Um simples exemplo disso são todas as manhãs quando vamos a padaria comprar pães, estamos fazendo uma escolha de trocar nosso dinheiro pelos pães.

2) O custo de alguma coisa é aquilo de que você desiste para obtê-la

Vamos aproveitar o exemplo anterior, dos pães, estamos abrindo mão do dinheiro para obter os pães, isso não quer dizer que o dinheiro não seja importante ou que não precisamos dele, é que naquele momento, para nossa necessidade o pão tem um valor maior do que a quantidade de moeda que abrimos mão naquela transação. Chamamos de custo de oportunidade qualquer coisa de que se tenha que abrir mão para se obter algum item.

3) As pessoas racionais pensam na margem

Os economistas presumem que as pessoas sejam racionais, ou seja, aquela que faz ao máximo para alcançar seus objetivos.

É chamada de mudanças marginais pequenos ajustes incrementais a um plano de ação, considerando que “margem” pressupõe a existência de extremos, sendo mudança marginal os ajustes ao redor desses extremos.

Isso quer dizer que as pessoas racionais executam uma ação se, e somente se, o beneficio marginal for maior que o custo marginal, ou seja, as pessoas tomam decisões comparando o custo e benefício.

4) As pessoas reagem a incentivos

Incentivo é algo que induz a pessoa a agir. O incentivo estimula as pessoas a executarem uma ação ou direciona as pessoas a tomarem uma decisão. O incentivo pode ser positivo ou negativo, por exemplo, ao aumentar o preço de um produto, as pessoas optam por comprar menos esse produto, ao reduzir o preço do produto, pode ser um incentivo para aumentar suas vendas.

5) O comercio pode ser bom para todos

Ninguém é bom em tudo, mas sim em alguma coisa. Podemos decidir fabricar armas e alimentos, somos muito bons na produção de armas, mas estamos muito aquém de produzir alimentos de qualidade. Porém, há outra sociedade capaz de produzir alimentos de qualidade, mas suas armas deixam a desejar. Dessa forma, essas duas sociedades podem produzir aquilo que fazem melhor e comercializar o seu produto uma com a outra.

6) Os mercados são geralmente uma boa maneira de organizar a atividade econômica

Economia de mercado é uma economia que aloca recursos por meio das decisões descentralizadas de muitas empresas e famílias quando estas interagem nos mercados de bens e serviços. Isso basicamente quer dizer que, as empresas escolhem quem contratar e o que produzir, e as famílias escolhem onde querem trabalhar e o que querem comprar.

Segundo Adam Smith, os preços se ajustam para direcionar a oferta e a demanda, de modo a alcançar resultados que, em muitos casos, maximizam o bem-estar da sociedade como um todo.

7) As vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados

Aproveitando a frase de Adam Smith, se os preços se ajustam tão bem, por que é necessário o governo? Justamente para criar regras (políticas) que garantem o funcionamento desse mecanismo.

O Papel do governo é garantir o pleno funcionamento do mercado, dando as principais instituições da economia o direito de propriedade, ou seja, dar a o indivíduo condições de possuir e controlar os recursos escassos.

No funcionamento do mercado, ainda temos alguns fatores que podem afetá-lo, como a externalidade, que é quando os impactos de um indivíduo afeta o bem estar dos que estão próximos. A externalidade é uma das possíveis causas da falha de mercado, que é quando o mercado, por si só, não consegue alocar recursos com eficiência. Uma outra possível causa da falha é o poder de mercado, quando um agente ou um pequeno grupo de agentes influenciam indevidamente os preços do mercado.

8) O padrão de vida de um país depende de sua capacidade de produzir bens e serviços

Por que há diferenças no padrão de vida em todo o mundo? Por que o americano ganha mais que o mexicano, que por sua vez ganha mais que o nigeriano. A explicação dessa diferença de padrão de vida é a produtividade, ou seja, a quantidade de bens e serviços produzidos por unidade de insumo de mão de obra. A taxa de crescimento da produtividade de um país determina sua taxa de crescimento de sua renda média.

9) Os preços sobem quando o governo emite moeda demais

Quando o governo emite moeda demais, o valor desta diminui, causando então a inflação. A inflação é o um aumento do nível geral dos preços da economia, impondo diversos custos a sociedade.

10) A sociedade enfrenta um tradeoff de curto prazo entre inflação e desemprego

Alguns economistas acreditam que no prazo de dois anos há um trade off entre inflação e desemprego, isso ocorre devido a alguns fatores:

  • O aumento da quantidade de moeda emitida estimula o consumo, aumentando a demanda por bens e serviços
  • O aumento da demanda, com o tempo, faz com que as empresas aumentem os preços, incentivando-as a contratar mais mão-de-obra e a aumentar a quantidade de bens e serviços produzidos
  • Maior contratação significa menos desemprego

 

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Curva de Possibilidade de Produção (CPP)

fevereiro 10, 2012 2 comentários

Uma das primeiras coisas que aprendemos em economia é a Curva de Possibilidades de Produção (CPP), ela indica a capacidade máxima de produção, ilustra a escassez de recursos limitada a capacidade produtiva de uma sociedade, empresa ou país.

É chamado de produção potencial o limite máximo da produção de um país, esse limite é dado devido a escassez dos recursos. A CPP considera toda a força de trabalho da sociedade, ou seja, quando todos os recursos disponíveis estão empregados e não há capacidade ociosa.

A função supõe apenas a produção de dois bens, utilizando o máximo de recursos disponíveis, para isso é necessário fazer uma escolha da quantidade do bem a ser produzida.

Essa escolha é também chamada de trade-off, quando se abre mão de um bem para se obter um outro bem distinto.

Imagine uma sociedade que produz alimentos (bens de consumo), dado momento ela vê a possibilidade ou necessidade (o motivo não vem ao caso), de produzir máquinas (bens de capital).

Utilizando os mesmos recursos, ou seja, a sociedade não fez nenhum tipo de investimento ou contratação de mão de obra, exatamente os mesmos recursos que ela utilizava na produção de alimentos, ela utilizará na produção de máquinas.

Como os recursos eram utilizados em sua máxima capacidade produtiva, então será necessário abrir mão da produção de alimentos para produzir máquinas, e esse trade-off é dado por uma certa função (que não vem ao caso no momento).

Vamos analisar a tabela de possibilidades de produção:

Alternativas de produção Máquinas (milhares) Alimentos (toneladas)
A 25 0
B 20 30,0
C 15 47,5
D 10 60,0
E 0 70,0

Podemos notar que na alternativa A está produzindo 25 mil máquinas, mas não está produzindo alimentos. Já na alternativa E está produzindo 70t de alimento, mas não está produzindo máquinas. As demais alternativas (B, C, D) são intermediárias, ou seja, produzem ambos os produtos.

Vamos analisar os dados no gráfico abaixo:
Curva de Possibilidade de Produção

A curva ABCDE indica todas as possibilidades de produção de máquinas e alimentos dentro da sociedade.

O ponto Y (ou qualquer ponto interno a curva) indica que a sociedade está operando com capacidade ociosa ou com desemprego, isso quer dizer que os fatores de produção estão sendo subutilizados.

O ponto Z representa uma combinação impossível de produção, está indicando que a produção seria maior do que a capacidade produtiva da sociedade.

O deslocamento da curva para a direita indica que o país ou sociedade está crescendo, houve um aumento da quantidade física de fatores de produção ou melhor aproveitamento dos recursos já existentes, o que pode ocorrer com um progresso tecnológico.

Esse deslocamento permite a economia obter maior quantidade de ambos os bens.

Bibliografia

VASCONCELLOS, Marco Antonio S.; GARCIA, Manuel E. Fundamentos de Economia. 2ª Edição. 2004, Editora Saraiva.

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